10 Principais Riscos Tecnológicos da ECRI e a Engenharia Clínica

A rápida evolução da tecnologia em saúde traz benefícios inegáveis, mas também novos desafios para a gestão de tecnologias em saúde. O ECRI Institute, referência global em segurança e custo-efetividade, lançou seu relatório anual com os 10 principais riscos tecnológicos.


Para profissionais de Engenharia Clínica, esse mapeamento é uma ferramenta essencial na mitigação de falhas e na garantia da segurança do paciente. Para profissionais

Os 10 Maiores Riscos em Tecnologia Médica


De acordo com o ECRI, estes são os pontos de atenção crítica para hospitais e fabricantes:

  1. Usabilidade em dispositivos domésticos: Riscos de uso inadequado por leigos fora do ambiente hospitalar.
  2. Instruções de limpeza inadequadas: Protocolos de higienização complexos que colocam o paciente em risco.
  3. Medicamentos estéreis sem salvaguardas: Aumento de erros por falta de tecnologia no preparo de compostos.
  4. Impactos ambientais negligenciados: Como o descarte e o uso de recursos afetam a saúde pública.
  5. Governança de IA (Inteligência Artificial): Falta de controle sobre algoritmos que auxiliam decisões clínicas.
  6. Ataques de Ransomware: A vulnerabilidade do setor de saúde a sequestros de dados.
  7. Queimaduras por eletrodos monofolhares: Riscos persistentes em procedimentos cirúrgicos.
  8. Danos físicos em bombas de infusão: Problemas estruturais que comprometem a precisão da medicação.
  9. Controle de qualidade em ortopédicos: Falhas em implantes que causam atrasos e danos.
  10. Softwares de análise web de terceiros: Riscos à confidencialidade e privacidade de dados.

O Papel da Engenharia Clínica na Era da Saúde Descentralizada


Embora a Engenharia Clínica atue diretamente na maioria desses itens, dois pontos merecem destaque pela sua complexidade estratégica:

1. A Convergência entre Engenharia Clínica e TI

A zona cinzenta entre o hardware médico e a infraestrutura de rede levanta uma questão crítica: quem é o responsável pela segurança do dado no terminal do equipamento? A proteção contra cyberataques em dispositivos médicos exige uma colaboração estreita para evitar que o parque tecnológico seja a porta de entrada para invasões.

2. Descentralização do Cuidado (Home Care)

Com a migração do cuidado para o ambiente doméstico, o desafio da Engenharia Clínica é garantir a disponibilidade e usabilidade de equipamentos fora do controle hospitalar. Como manter o padrão de calibração e manutenção preventiva em contextos não controlados?


Conclusão e Boas Práticas


Agradecemos ao ECRI Institute pelo trabalho contínuo que norteia nossas decisões técnicas. A mitigação desses riscos não é apenas uma tarefa técnica, mas um compromisso com a excelência assistencial.

Como sua instituição está lidando com a governança de IA e a segurança de dispositivos em Home Care?